Sem querer, mas já caindo na mesmice, é inevitável deixar de afirmar que a expansão de qualquer negócio depende diretamente das pessoas envolvidas com este negócio, no caso de uma empresa, de seus funcionários. Do ponto de vista organizacional, cada integrante deve saber exatamente quais são suas funções dentro do grupo.

O foco na atividade principal e o conhecimento de seu papel na estrutura da organização são fundamentais para o desenvolvimento de um trabalho produtivo, mas isto não significa fechar os olhos para os acontecimentos e os problemas que ocorrem ao nosso redor.

Faça o seu que eu faço o meu!

Esta afirmação é uma forma indireta de confirmar que você tem problemas e que por este motivo seus resultados são sofríveis, mas significa também que você não está disposto a discutir isto e tampouco mudar qualquer coisa.

Indiferença

Seu vizinho pode ser um sequestrador e você não sabe, porque na verdade, não se importa, desde não o afete diretamente. Mas tudo o que acontece com a organização em que você trabalha lhe afeta diretamente. Se você ainda não compreendeu isto, então peça para sair, pois já é chegada a hora de você se aposentar, não interessa sua idade, vá descansar, vá passear no parque e talvez jogar damas na praça. Saia o mais rápido possível e conceda espaço a quem realmente pode e quer fazer alguma diferença.

Quanto ao dinheiro, não se preocupe, você provavelmente sobreviverá. Mas se você deseja crescer profissionalmente e financeiramente é chegada a hora de aceitar que o bem estar de cada um é responsabilidade de todos.

Repórter

Mas também não adianta atuar como "funcionário repórter", que está sempre atento e vê tudo o que acontece, mas que somente relata os fatos. Não existe ninguém na organização, melhor do que ele para produzir notícias, quando ele chega no setor, já vai soltando:

- Olha, lá no estoque tem uma pilha enorme de caixas sobre um estrutura frágil. Aquilo vai acabar caindo...

No dia seguinte, ele continua:

- Olha a pilha já está entortando para o lado. Não sei não...

Até o desfecho funesto:

- Estão vendo, eu não falei? Olha lá. A pilha caiu e feriu um funcionário que passava por lá... Que desgraça. Ninguém faz nada nesta empresa...

Escolha fazer parte das soluções e não da causa dos problemas, nem tampouco aceite assistir aos acontecimentos com cara de "paisagem". Identifique o problema, analise, sugira, intervenha e cobre uma solução se for o caso. Peque por excesso, mas nunca por omissão.

Aponte suas observações para a pessoa certa, quem realmente pode fazer alguma coisa. Atuando com equilíbrio e inteligência é possível converter-se em um profissional interessado e atuante, longe da trupe dos bajuladores e dos sensacionalistas.